sexta-feira, 6 de julho de 2012


Este é mais um texto do meu amigo Gilvan. Surgiu a partir de uma conversa. As ideias, na cabeça dele, brotam assim, feito chuva numa tarde de verão.


ROSAS E DANINHAS
Gilvan
  
Flores existem de todas as espécies. Grandes e pequenas, cheirosas e "neutras", com ou sem espinhos, resistentes ou avessas à água, coloridas ou não. Enfim, uma infinidade de espécies. Contudo, no reino delas, algumas têm história, são ou merecedoras de honrarias ou, ao contrário, preteridas pelo mal que causam. Assim são as rosas e as daninhas. Enquanto as primeiras viram letra de músicas e cantigas, as últimas sequer são mencionadas ou lembradas nas rodas infantis. Rosas são poéticas, daninhas são danosas. Os espinhos das rosas, para o desespero dos que dela sentem ciúmes, mais do que ferirem, dão-lhe verdadeiro charme. As daninhas, apesar de espinhos não possuírem, matam e sufocam. As rosas sequer precisam de invólucro, pois a beleza lhe é inata. As daninhas, por sua vez, por mais que tentem se parecer com rosas, jamais terão seu perfume e sua beleza. As rosas desabrocham e murcham no tempo certo, naturalmente. As daninhas sequer o tempo conhecem, pois como sanguessugas e vampiros extraem a vitalidade alheia. Assim, o tempo que vivem não lhes pertence. Mais cedo ou mais tarde, vem o ceifeiro e limpa o terreno. Só ficam as rosas...
Este ano, sabe-se, é ano de eleição. Com ela, muitos desafios. O primeiro é convencer os eleitores de que a participação política – que não deveria se resumir ao simples depósito do voto na urna – é vital para que venhamos corrigir as distorções, erros e injustiças que nascem, também, do pérfido e mal cheiroso "sistema" político-partidário brasileiro. Um sistema corrompido, não confiável e confuso. Um sistema que perpetua as nefastas práticas de apadrinhamento, de compra de votos, de promessas voltadas ao benefício de poucos que, logo adiante, só fazem inchar de Cargos em Comissão (CCs) e Funções Gratificadas (FGs) os gabinetes e secretarias. Poucos ganham, quase todos perdem. Perde a coletividade. 2012 é um ano para, novamente, optarmos. Qual é o tipo de cidade que desejamos? Qual é o perfil de parlamentar que queremos? Legisladores boçais, ignorantes, brucutus? Vereadores jurássicos que se perpetuam na Câmara pautados em práticas coronelistas típicas do República Velha? Cachoeirinha precisa respirar novos ares. O Município necessita de representantes capazes de auscultarem os verdadeiros anseios e carências nascidas junto à comunidade. Precisa de homens e mulheres verdadeiramente comprometidos com a ética, com a justiça, com a seriedade em relação à coisa pública.
Neste ano, elejamos rosas e não daninhas. Destas últimas, os homens e mulheres de boa-vontade estão saturados e cansados. Já não mais acreditam em seus propósitos e sua lábia. Por mais que se maquiem, se transformem ou se vistam, serão sempre daninhas. Jamais terão o perfume, a beleza e o esplendor das rosas...

sexta-feira, 29 de junho de 2012




               Mulheres!!! Tecedoras de sonhos que desafiam o tempo e toda uma cultura implantada pelo sistema capitalista, onde o que vale é o TER e não o SER. Um sistema que despreza a sabedoria popular em nome do todo poderoso LUCRO. Aliena e massifica as pessoas e o conhecimento.
               Mulheres em círculo pensando, refletindo, despertando, para se reinventar, ressignificando o cotidiano.
               Descobertas e prazeres ancestrais da magia inspiradora que liberta e empodera.
                                                    
                                                    Mitakuie oyassin!!



      "Diz uma velha estória chinesa que duas pessoas vinham por uma estrada, cada uma com um pão; ao se encontrarem, trocaram seus pães e cada uma continuou o seu caminho com um pão. Tempos depois, caminhando pela mesma estrada, duas pessoas, cada uma com uma ideia se encontraram e também trocaram as ideias. Cada uma seguiu com duas ideias. Desde então, os encontros e as ideias se somam."

terça-feira, 12 de junho de 2012




Ouvi de uma pessoa que trabalha na educação, que num futuro bem próximo, as bibliotecas serão todas virtuais. E as normas exaradas pelos Conselhos de Educação que exigem na estrutura das escolas um espaço específico para biblioteca e  possuam um acervo literário que contemple todos os níveis, modalidades de ensino e faixa etária dos alunos,  para que sejam credenciadas e autorizadas a funcionar já estarão obsoletas.
Fiquei imaginando como seria uma escola sem biblioteca. Talvez uma praça sem bancos... sem balanços... um jardim sem flores... um circo sem picadeiro...
Não consigo imaginar um mundo sem livros. O cheiro do papel, a viagem pelas páginas, sendo desvendadas uma a uma...
A companhia presente na cama antes de dormir, nas tardes de outono, nos fins de semana... no ônibus, no avião, perto da lareira, na poltrona da sala, na cadeira de balanço, nas filas de espera, na praia...
Os livros fazem parte da minha vida, tanto quanto a escova de dente, o batom, o lápis de olho, o perfume...
Os livros me fazem companhia, preenchem os espaços. Estão em todos os lugares: na bolsa, na mala, no criado mudo, espalhados no quarto, na sala, na mesa de trabalho, nas gavetas. 
Cada vez que chego ao fim da leitura de um livro, me sinto numa rodoviária, ou num aeroporto, sentimento de despedida, de saudade...
Hoje pela manhã, no facebook, li algo postado pela Sônia Zanchetta, uma pessoa que embora não conheça intimamente, respeito e admiro, pela seriedade de sua luta por espaços culturais e sua paixão por livros e leituras.
A publicação de hoje falava de um episódio que aconteceu, na tarde de ontem numa atividade criada por ela e que vem acontecendo todos os domingos à tarde no Parcão de Cachoeirinha, intitulada Piquenique da Leitura. Segundo ela, “um catador de latinhas tem aparecido no Piquenique da Leitura e, pelo jeito, gosta muito de ler.  Hoje, pegou um romance; há duas semanas, o livro O sucesso é ser feliz, do Roberto Shinyashiki, recomendado por outro leitor, que lhe garantiu que aquele livro poderia mudar a sua vida. Quando estávamos deixando o Parcão, ele estava sentado em uma escada, lendo o livro. Então, levantou-se e nos acompanhou até o carro, explicando que nunca saberemos tudo, que sempre teremos o que aprender e que, por isto, gosta de ler. Ganhamos o dia."
Esta postagem rendeu muitos comentários e, oxalá, gere muitas ações, curiosidades e se transforme numa grande rede em prol da construção de uma cultura da leitura, da reflexão e do conhecimento.
Piquenique da Leitura, o nome já nos traz à mente um cenário prazeroso, acolhedor, que parece uma obra literária, um conto, um romance. Uma ideia brilhante, expressando criatividade, bom gosto, e sensibilidade...
Uma IDEIA para ser CURTIDA, COMPARTILHADA, e que nos “CUTUCA”, despertando o desejo de participar.
Parabéns pela iniciativa, pelo desafio de criar leitores e leitoras e principalmente pela sensibilidade em criar espaços que encantam e que geram hábitos, possibilitando a transformação social.
   


sexta-feira, 18 de maio de 2012


O CINE BION-CACHOEIRINHA abriu suas portas, pela primeira vez, no dia 31 de março de 2012, na Escola São Francisco, situada a Av. Papa João XXlll, nº 300, bairro Centro.
Este evento inaugural teve o filme que virou símbolo da própria atividade, pelo seu potencial de introduzir os participantes no mundo e no clima das atividades.
Nada menos que uma tirada do mestre Pablo Picasso faz a chamada de capa desta emocionante e complexamente a simples história de amor:
Lleva tiempo hasta se llegar a ser joven”,
que aparece nas capas espanhola e alemã.
Qual é mesmo o sentido disto?
Leva-se muito tempo até chegar a uma resposta definitiva, mas se pode aprender muito com a busca.
Certo é que, independentemente de qualquer filosofia, em pouco tempo e de modo bem-humorado, Elsa e Fred nos colocam em contato muito vivaz com modos neuróticos que nos empobrecem e com vivências simples, sensíveis e transformadoras.
E, tudo isto através do... amor!
Sempre ele! Mesmo que leve muito tempo!
Fred apresenta o “melhor” dos traços obsessivos mais típicos, chatos e simpaticamente rígidos dos homens.
Elsa desfila com o melhor dos traços histéricos mais típicos, sapecas e deliciosos das mulheres.

CINE BION - CACHOEIRINHA
SESSÃO DE CINEMA E PSICANÁLISE
EXIBIÇÃO E DEBATE DO FILME

ELSA & FRED
um amor de paixão
ELSA & FRED – 2005 – ESPANHA/ARGENTINA 
local e endereço do evento: 
escola são francisco
Av. Papa João XXIII, 300 - centro - cachoeirinha

COMENTÁRIOS: PSICANALISTA JOÃO LUIZ COSTA RIBEIRO



  


domingo, 13 de maio de 2012

          Olá minha querida amiga Rosinha!
          Estava relendo de novo sua poesia, aquela que você disse que não havia colocado nome.
          Pois é companheira!!! Apesar de tudo a que somos submetidos conseguimos sobreviver. É a lei da natureza, da evolução. As vezes me pergunto, se somos fortes porque nos reforçamos em nossas experimentações ou pela "suave" pressão que emana de todos os lados da existência (existência tem lado?). Bem, ao ver as criaturas solitárias na rua, despidas dos menores bens, procurando se agarrar a fiapos que sobram do tecido social desgastado pelo àcido do egoismo, da individualidade, das mãos de ferro que aprisionam, dos olhares capitalistas seletivos para os quais a pobreza é transparente... ou quando vista, é sujeira indesejável, poluição humana nos conceitos dos bolsos cheios. Mas o que fazer com os conceitos de Tocqueville (aquele filosófo francês meio aparentado de Joana D'arc - aquela que virou churrasquinho porque incomodava uma elite...sic) da sua paixão pela liberdade, de Mill (ingles), ou então, onde inserir a pedagogia da libertação do nosso tão querido Paulo Freire (não confundir com Coelho... outro departamento)? Ainda vejo nas ruas, crianças com fome, velhos andarilhos de olhares vazios  desacreditando totalmente no mundo, misturado a lojas de tecidos finos e prédios de instituições financeiras... parece que a maioria está amortecida. Como diferenças tão grandes e gritantes não mexem com nosso emocional? Porque me incomodo com isso? Caminho pela vida e tento sentir os ventos da esperança do tão esperado terceiro milênio, onde a tecnologia, a espiritualidade se uniriam para pavimentar um caminho melhor para a sociedade, mais inclusiva... mas até nas palavras sinto que os corações estão calcinados, fechados em si mesmo. Quero uma sociedade nova... e sinto as mesmas vozes em pessoas maravilhosas que são irmãs de caminhada como você. Quem sabe a nossa canção possa diluir ao menos um pouquinho as tantas faces da exclusão que cada um traz, com valores que pregam mas não são seus... foram carimbados sem permissão ou questionamentos, e as pessoas não refletem sobre isso. Qualquer coisa que possamos fazer, devemos fazer. Não há sonhos num coração vazio, mas existe algo de bom dentro de todos nós... Algo que não é desse mundo, que ja veio imbutido em nossa criação. É preciso deixar o coração falar... ele é vínculo certo na construção de um mundo melhor, de uma educação mais holística, mais sonhada, que abrace crianças e velhos  e que toque profundamente a todos, num enlace que nos capacite a crescer, a amar juntos.
Um  amor que não seja ligado a condições excludentes, mas que exista para perfumar a existência e unir pessoas pelos seus corações.
        Beijo!
           Vilmar Delabary
                    Bagé/RS
        

sexta-feira, 4 de maio de 2012

                        EDUCAÇÃO!!!
                        Nestes anos todos que venho militando na EDUCAÇÃO, minhas bandeiras refletem as lutas históricas de todos os homens e mulheres que sonham e trabalham incansavelmente por uma EDUCAÇÃO verdadeiramente de QUALIDADE. 
                      Garantir um padrão de qualidade está muito além da garantia do acesso, significa pensar uma escola acolhedora, que assegure a permanência, a aprendizagem e o  sucesso.
                      Pensando a sociedade hoje, penso uma escola para este tempo e reafirmo a necessidade de ressignificar e reiventar a ESCOLA PÚBLICA. Para isso é preciso assumirmos nosso papel na construção de uma educação de qualidade para todos e para cada um. Sair do lugar da queixa, da crítica esvaziada, do discurso decorado e se deslocar para o lugar do pensar alternativas, do fazer no coletivo, da responsabilidade compartilhada e, principalmente, do querer fazer, do encantamento e da paixão.