sexta-feira, 18 de maio de 2012


O CINE BION-CACHOEIRINHA abriu suas portas, pela primeira vez, no dia 31 de março de 2012, na Escola São Francisco, situada a Av. Papa João XXlll, nº 300, bairro Centro.
Este evento inaugural teve o filme que virou símbolo da própria atividade, pelo seu potencial de introduzir os participantes no mundo e no clima das atividades.
Nada menos que uma tirada do mestre Pablo Picasso faz a chamada de capa desta emocionante e complexamente a simples história de amor:
Lleva tiempo hasta se llegar a ser joven”,
que aparece nas capas espanhola e alemã.
Qual é mesmo o sentido disto?
Leva-se muito tempo até chegar a uma resposta definitiva, mas se pode aprender muito com a busca.
Certo é que, independentemente de qualquer filosofia, em pouco tempo e de modo bem-humorado, Elsa e Fred nos colocam em contato muito vivaz com modos neuróticos que nos empobrecem e com vivências simples, sensíveis e transformadoras.
E, tudo isto através do... amor!
Sempre ele! Mesmo que leve muito tempo!
Fred apresenta o “melhor” dos traços obsessivos mais típicos, chatos e simpaticamente rígidos dos homens.
Elsa desfila com o melhor dos traços histéricos mais típicos, sapecas e deliciosos das mulheres.

CINE BION - CACHOEIRINHA
SESSÃO DE CINEMA E PSICANÁLISE
EXIBIÇÃO E DEBATE DO FILME

ELSA & FRED
um amor de paixão
ELSA & FRED – 2005 – ESPANHA/ARGENTINA 
local e endereço do evento: 
escola são francisco
Av. Papa João XXIII, 300 - centro - cachoeirinha

COMENTÁRIOS: PSICANALISTA JOÃO LUIZ COSTA RIBEIRO



  


domingo, 13 de maio de 2012

          Olá minha querida amiga Rosinha!
          Estava relendo de novo sua poesia, aquela que você disse que não havia colocado nome.
          Pois é companheira!!! Apesar de tudo a que somos submetidos conseguimos sobreviver. É a lei da natureza, da evolução. As vezes me pergunto, se somos fortes porque nos reforçamos em nossas experimentações ou pela "suave" pressão que emana de todos os lados da existência (existência tem lado?). Bem, ao ver as criaturas solitárias na rua, despidas dos menores bens, procurando se agarrar a fiapos que sobram do tecido social desgastado pelo àcido do egoismo, da individualidade, das mãos de ferro que aprisionam, dos olhares capitalistas seletivos para os quais a pobreza é transparente... ou quando vista, é sujeira indesejável, poluição humana nos conceitos dos bolsos cheios. Mas o que fazer com os conceitos de Tocqueville (aquele filosófo francês meio aparentado de Joana D'arc - aquela que virou churrasquinho porque incomodava uma elite...sic) da sua paixão pela liberdade, de Mill (ingles), ou então, onde inserir a pedagogia da libertação do nosso tão querido Paulo Freire (não confundir com Coelho... outro departamento)? Ainda vejo nas ruas, crianças com fome, velhos andarilhos de olhares vazios  desacreditando totalmente no mundo, misturado a lojas de tecidos finos e prédios de instituições financeiras... parece que a maioria está amortecida. Como diferenças tão grandes e gritantes não mexem com nosso emocional? Porque me incomodo com isso? Caminho pela vida e tento sentir os ventos da esperança do tão esperado terceiro milênio, onde a tecnologia, a espiritualidade se uniriam para pavimentar um caminho melhor para a sociedade, mais inclusiva... mas até nas palavras sinto que os corações estão calcinados, fechados em si mesmo. Quero uma sociedade nova... e sinto as mesmas vozes em pessoas maravilhosas que são irmãs de caminhada como você. Quem sabe a nossa canção possa diluir ao menos um pouquinho as tantas faces da exclusão que cada um traz, com valores que pregam mas não são seus... foram carimbados sem permissão ou questionamentos, e as pessoas não refletem sobre isso. Qualquer coisa que possamos fazer, devemos fazer. Não há sonhos num coração vazio, mas existe algo de bom dentro de todos nós... Algo que não é desse mundo, que ja veio imbutido em nossa criação. É preciso deixar o coração falar... ele é vínculo certo na construção de um mundo melhor, de uma educação mais holística, mais sonhada, que abrace crianças e velhos  e que toque profundamente a todos, num enlace que nos capacite a crescer, a amar juntos.
Um  amor que não seja ligado a condições excludentes, mas que exista para perfumar a existência e unir pessoas pelos seus corações.
        Beijo!
           Vilmar Delabary
                    Bagé/RS
        

sexta-feira, 4 de maio de 2012

                        EDUCAÇÃO!!!
                        Nestes anos todos que venho militando na EDUCAÇÃO, minhas bandeiras refletem as lutas históricas de todos os homens e mulheres que sonham e trabalham incansavelmente por uma EDUCAÇÃO verdadeiramente de QUALIDADE. 
                      Garantir um padrão de qualidade está muito além da garantia do acesso, significa pensar uma escola acolhedora, que assegure a permanência, a aprendizagem e o  sucesso.
                      Pensando a sociedade hoje, penso uma escola para este tempo e reafirmo a necessidade de ressignificar e reiventar a ESCOLA PÚBLICA. Para isso é preciso assumirmos nosso papel na construção de uma educação de qualidade para todos e para cada um. Sair do lugar da queixa, da crítica esvaziada, do discurso decorado e se deslocar para o lugar do pensar alternativas, do fazer no coletivo, da responsabilidade compartilhada e, principalmente, do querer fazer, do encantamento e da paixão. 
  
                
             Um dia desses abri meu email e lá estava, mais um presente. Um novo texto. Maravilhoso!!!!
             Falar em presentes, há pessoas que com certeza são presentes que o universo nos oferta para iluminar nossas vidas. Convivo com vários destes presentes.
             O Gilvan é uma destas pessoas, iluminadas, que admiro e respeito.
             Abaixo, tenho a alegria de publicar este texto construído por ele.


JOANA D’ARC
Gilvan
blog: profgilvanteixeira.blogspot.com



            Joanas por todos os lados. Gordinhas ou magrinhas, altas ou baixas, letradas ou não, comerciantes ou comerciárias, empregadas ou patroas, tímidas ou extrovertidas, enfim, verdadeira miríade de adjetivos. Em comum, nossas Joanas são, quase todas, donas de casa. Melhor, donas “da” casa! Conquistaram, a ferro e fogo, seu espaço. Arvoram-se, com toda razão, como verdadeiras “rainhas do lar”. Não naquele sentido pejorativo, como que associado a uma espécie de fatalismo adâmico, onde restaria a elas os limites da cozinha ou da área de serviço. São, as Joanas, maioria em nosso município: mais de sessenta mil. Invejável contingente! Joanas que, no incomum de suas histórias guardam entre si muitas semelhanças. Guerreiras, sábias, incansáveis, justas, amorosas, sensuais... Joanas que se mostram prontas para o embate da vida, capazes de transformarem a armadura – áspera e pesada – em algo belo e admirável. Joanas que, mesmo diante dos infortúnios que decorrem do simples e (paradoxalmente) complexo ato de viver, geram vida. Joanas que encantam. Cachoeirinha possui muitas Joanas. Nobres ou plebeias, jovens ou anciãs, endinheiradas ou despossuídas. Todas, contudo, heroínas. Não tarda o dia, espera-se, em que nossas Joanas tomarão as rédeas desta cidade. Talvez não de assalto, mas pelo voto. Sonha-se com o dia em que as urnas parirão muitas Joanas. Mulheres fortes, porém sensíveis. Joanas capazes de se sublevarem contra as estruturas que escravizam, que alienam e que oprimem. Mulheres dispostas a sacarem suas lanças e espadas, sem que percam o brilho e, de preferência, sua feminilidade. Joanas que não incorram na perfídia de confundirem o público e o privado. Mulheres que seduzam, mas jamais se deixem seduzir pelo dinheiro fácil e alheio. Joanas que amem e se deixem amar, mesmo que loucamente, mas que jamais dividam o leito com a falta de ética e a desonestidade. Mulheres capazes de embriagarem pela beleza e inteligência, mas avessas à bebida compartilhada com aqueles que enganam e ludibriam o povo. Cachoeirinha precisa de Joanas. A cidade carece de mulheres dispostas à luta e que não prescindam do brilho e da beleza das rosas.  

terça-feira, 1 de maio de 2012

Ideias...
como nuvens, desenham o céu numa diversidade infinita de formas.
Cada interpretação depende do ponto de vista, do lugar onde estamos,
da visão que temos.
Flutuam ou ficam estagnadas, depende dos ventos, do ar em movimento.
Leves ou espessas, claras ou escuras, de acordo com a temperatura,
da posição da luz ou das sombras...
Às vezes indefinidas,  distantes...
Mas estão por aí, no universo...
presas ou ...
...soltas e livres, ao sabor do tempo...