domingo, 13 de maio de 2012

          Olá minha querida amiga Rosinha!
          Estava relendo de novo sua poesia, aquela que você disse que não havia colocado nome.
          Pois é companheira!!! Apesar de tudo a que somos submetidos conseguimos sobreviver. É a lei da natureza, da evolução. As vezes me pergunto, se somos fortes porque nos reforçamos em nossas experimentações ou pela "suave" pressão que emana de todos os lados da existência (existência tem lado?). Bem, ao ver as criaturas solitárias na rua, despidas dos menores bens, procurando se agarrar a fiapos que sobram do tecido social desgastado pelo àcido do egoismo, da individualidade, das mãos de ferro que aprisionam, dos olhares capitalistas seletivos para os quais a pobreza é transparente... ou quando vista, é sujeira indesejável, poluição humana nos conceitos dos bolsos cheios. Mas o que fazer com os conceitos de Tocqueville (aquele filosófo francês meio aparentado de Joana D'arc - aquela que virou churrasquinho porque incomodava uma elite...sic) da sua paixão pela liberdade, de Mill (ingles), ou então, onde inserir a pedagogia da libertação do nosso tão querido Paulo Freire (não confundir com Coelho... outro departamento)? Ainda vejo nas ruas, crianças com fome, velhos andarilhos de olhares vazios  desacreditando totalmente no mundo, misturado a lojas de tecidos finos e prédios de instituições financeiras... parece que a maioria está amortecida. Como diferenças tão grandes e gritantes não mexem com nosso emocional? Porque me incomodo com isso? Caminho pela vida e tento sentir os ventos da esperança do tão esperado terceiro milênio, onde a tecnologia, a espiritualidade se uniriam para pavimentar um caminho melhor para a sociedade, mais inclusiva... mas até nas palavras sinto que os corações estão calcinados, fechados em si mesmo. Quero uma sociedade nova... e sinto as mesmas vozes em pessoas maravilhosas que são irmãs de caminhada como você. Quem sabe a nossa canção possa diluir ao menos um pouquinho as tantas faces da exclusão que cada um traz, com valores que pregam mas não são seus... foram carimbados sem permissão ou questionamentos, e as pessoas não refletem sobre isso. Qualquer coisa que possamos fazer, devemos fazer. Não há sonhos num coração vazio, mas existe algo de bom dentro de todos nós... Algo que não é desse mundo, que ja veio imbutido em nossa criação. É preciso deixar o coração falar... ele é vínculo certo na construção de um mundo melhor, de uma educação mais holística, mais sonhada, que abrace crianças e velhos  e que toque profundamente a todos, num enlace que nos capacite a crescer, a amar juntos.
Um  amor que não seja ligado a condições excludentes, mas que exista para perfumar a existência e unir pessoas pelos seus corações.
        Beijo!
           Vilmar Delabary
                    Bagé/RS
        

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