sexta-feira, 4 de maio de 2012

             Um dia desses abri meu email e lá estava, mais um presente. Um novo texto. Maravilhoso!!!!
             Falar em presentes, há pessoas que com certeza são presentes que o universo nos oferta para iluminar nossas vidas. Convivo com vários destes presentes.
             O Gilvan é uma destas pessoas, iluminadas, que admiro e respeito.
             Abaixo, tenho a alegria de publicar este texto construído por ele.


JOANA D’ARC
Gilvan
blog: profgilvanteixeira.blogspot.com



            Joanas por todos os lados. Gordinhas ou magrinhas, altas ou baixas, letradas ou não, comerciantes ou comerciárias, empregadas ou patroas, tímidas ou extrovertidas, enfim, verdadeira miríade de adjetivos. Em comum, nossas Joanas são, quase todas, donas de casa. Melhor, donas “da” casa! Conquistaram, a ferro e fogo, seu espaço. Arvoram-se, com toda razão, como verdadeiras “rainhas do lar”. Não naquele sentido pejorativo, como que associado a uma espécie de fatalismo adâmico, onde restaria a elas os limites da cozinha ou da área de serviço. São, as Joanas, maioria em nosso município: mais de sessenta mil. Invejável contingente! Joanas que, no incomum de suas histórias guardam entre si muitas semelhanças. Guerreiras, sábias, incansáveis, justas, amorosas, sensuais... Joanas que se mostram prontas para o embate da vida, capazes de transformarem a armadura – áspera e pesada – em algo belo e admirável. Joanas que, mesmo diante dos infortúnios que decorrem do simples e (paradoxalmente) complexo ato de viver, geram vida. Joanas que encantam. Cachoeirinha possui muitas Joanas. Nobres ou plebeias, jovens ou anciãs, endinheiradas ou despossuídas. Todas, contudo, heroínas. Não tarda o dia, espera-se, em que nossas Joanas tomarão as rédeas desta cidade. Talvez não de assalto, mas pelo voto. Sonha-se com o dia em que as urnas parirão muitas Joanas. Mulheres fortes, porém sensíveis. Joanas capazes de se sublevarem contra as estruturas que escravizam, que alienam e que oprimem. Mulheres dispostas a sacarem suas lanças e espadas, sem que percam o brilho e, de preferência, sua feminilidade. Joanas que não incorram na perfídia de confundirem o público e o privado. Mulheres que seduzam, mas jamais se deixem seduzir pelo dinheiro fácil e alheio. Joanas que amem e se deixem amar, mesmo que loucamente, mas que jamais dividam o leito com a falta de ética e a desonestidade. Mulheres capazes de embriagarem pela beleza e inteligência, mas avessas à bebida compartilhada com aqueles que enganam e ludibriam o povo. Cachoeirinha precisa de Joanas. A cidade carece de mulheres dispostas à luta e que não prescindam do brilho e da beleza das rosas.  

Um comentário:

  1. o presente só é belo a partir do olhar de quem presenteia ou é presenteado. O presente, por si só, nada é. Sequer existe. Sequer é presente. Portanto, especial és tu! Abraço. Gilvan.

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