No
dia 18 p.p. estivemos na EMEF Dagmar de Lima Mucilo, a convite da diretora da escola
para proferir uma palestra para os pais e/ou responsáveis sobre a
legislação e normas da educação.
Iniciamos
nossa conversa parabenizando a escola por ter se destacado no IDEB,
dentre as demais escolas do nosso município. O IDEB, apesar das
críticas do uso dele como parâmetro para aferir a melhoria da
aprendizagem é considerado um indicativo de qualidade .
Importante
também ressaltar a salutar ideia de reunir os pais para serem
informados sobre as normas atuais que regem a educação,
principalmente por termos exarado recentemente as Diretrizes
Curriculares Municipais para o Ensino Fundamental de Nove Anos,
fundamentadas no cuidar e educar, que deve ser discutida nas escolas
num diálogo com a comunidade para a construção coletiva das
propostas politico pedagógica.
Nosso município no processo de democratização da
educação em 2005 organizou o SME, prerrogativa dada pela CF e
reafirmada pela LDB, desta forma fazendo sua opção no sentido da
sua autonomia federativa no que tange à educação.
O
CME é um órgão colegiado, tendo na sua composição a
representatividade da sociedade civil organizada e do executivo. São
dezoito membros e um corpo técnico pedagógico / jurídico. Entre
suas inúmeras funções destacamos a deliberativa, a fiscalizadora,
a de acompanhamento e controle social e a normativa, que da
competência para que as normas que regulamentam a educação do
nosso município sejam exaradas. Trabalhamos interpretando a
legislação, atendendo as normas nacionais, mas respeitando a
trajetória do nosso município tanto quanto as possibilidades de
execução das nossas exigências.
Construímos
as Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental de Nove Anos
olhando: a sociedade hoje, o mundo competitivo que nos envolve, o
papel da escola, a sua função social , a relação escola e
família, a relação professor/aluno, a organização e a prática
pedagógica. É um Parecer e uma Resolução, que têm como foco
principal o aluno e a aprendizagem, partindo do princípio que todos
aprendem, no seu tempo e do seu jeito.
Desta
forma propomos uma organização de ensino que contempla a
articulação entre os tempos e espaços interdependentes ao longo
dos nove anos. Os nove anos divididos em três Organizações
Modulares de Aprendizagem. O primeiro é o módulo da alfabetização,
composto pelos três primeiros anos; o segundo módulo é o
estruturante (4º, 5º e 6º anos) e o terceiro módulo chamamos de
sistematizante 7º, 8º e 9º anos).
O primeiro módulo está em vigor a partir do ano de
2012, o segundo e terceiro serão implementados em 2014.
Propomos
uma ressignificação das práticas pedagógicas, da criação do
vínculo entre aluno e professor, que resgatem o encantamento do
ensinar e aprender. Que a escola seja acolhedora, que atenda a
diversidade, respeitando as diferenças. Que a avaliação seja vista
como um instrumento para o progresso dos alunos, buscando a superação
do rito escolar, da avaliação punitiva, do poder de impor aos
alunos comportamentos desejados.
Que
haja um diálogo com a família, para a construção das PPPs, numa
relação de parceria. Só nos responsabilizamos quando, de fato,
participamos. O sentimento de pertencimento é muito importante para
o comprometimento de todos.
Não
haverá retenção entre os anos que compõem os módulos, excetuando
o último ano de cada módulo, caso haja comprovadamente necessidade.
Isso não pode de forma alguma ser considerado promoção automática.
O que estamos propondo é um tempo maior para que os alunos nas suas
especificidades construam sua aprendizagem com sucesso.
A
reprovação é uma perda para o aluno, para a família, para a
escola e para o estado.
O
aluno não é responsabilidade de um único professor, mas da escola
como um todo e da família.
Queremos
uma escola para todos e para cada um.
Salve, grande sonhador!!
Fala bonita, que compartilha os mesmos sonhos.
Grande impulsionador deste "projeto", que por hora repousa, como uma semente, que se alimentada com os nutrientes necessários, poderá vir a brotar e se tornar uma experiência significativa.
Tudo tem seu tempo, a hora certa de acontecer. Precisamos estudar e refletir muito, para não virmos a nos tornar parte desta cultura enraizada e solidificada.
Obrigada pelo apoio, pelas reflexões sempre carregadas de conhecimento e pela crença que é possível fazer bem, com ética e dignidade as ações políticas, com clareza do que é público e do que é privado.
Um super, mega abraço!!!
Rosinha.