quinta-feira, 12 de julho de 2012

Gilvan!!!

Salve, grande sonhador!!
Fala bonita, que compartilha os mesmos sonhos.
Grande impulsionador deste "projeto", que por hora repousa, como uma semente, que se alimentada com os nutrientes necessários, poderá vir a brotar e se tornar uma experiência significativa.
Tudo tem seu tempo, a hora certa de acontecer. Precisamos estudar e refletir muito, para não virmos a nos tornar parte desta cultura enraizada e solidificada.
Obrigada pelo apoio, pelas reflexões sempre carregadas de conhecimento e pela crença que é possível fazer bem, com ética e dignidade as ações políticas, com clareza do que é público e do que é privado.
Um super, mega abraço!!!
Rosinha.
O GRÃO DE MOSTARDA

Gilvan


blog: profgilvanteixeira.blogspot.com.br

Quem não conhece a parábola bíblica do grão de mostarda? Entre as sementes talvez a menor, mas a simbologia... Foi dada a largada oficial para campanha eleitoral, sim porque a campanha “informal” – escancarada e tecnicamente “proibida” – há muito que está nas ruas, sob todas as formas: meios eletrônicos, adesivos de carros, camisetas, “corpo a corpo”, entre tantas outras. Sem falar naqueles que fazem campanha há anos e, pasmem, diariamente, com práticas típicas da pior espécie de se fazer política, qual seja, a da troca de favores. Neste município se troca votos por remédios, lâmpadas, leitos hospitalares, “cargos em comissão”, “funções gratificadas”, estágios remunerados. Bom, deixemos isso de lado. Como ia dizendo, foi aberta a temporada de caça... aos votos. Estes, feito patos, viram alvo. Para conquistá-los, muitos dos candidatos atiram para tudo que é lado. “Conquistar” talvez não seja o termo mais adequado, pois que a conquista – ao menos no plano do amor – pressupõe respeito, espera, paciência, abnegação, altruísmo e mais uma centena de virtudes. O que se vê é uma espécie de “estupro”, tomada à força, onde os valores acima são substituídos por práticas invasivas que atentam contra o bom senso e a paciência dos pobres eleitores. Candidatos mal alfabetizados pousam de doutores, enquanto doutores trocam suas fatiotas por vestes do povo, mais fazendo lembrar lobos em meio às ovelhas. Apela-se para religiosidade, sensualidade, títulos honoríficos. Para Deus e para o Diabo. Para Bíblia e para a numerologia. Tem de tudo. Há os que adotam nomes de super-heróis, mesmo que de comédia “pastelão”. Candidatos e candidatas que investem nas roupas e nas plásticas para ficarem mais apresentáveis, só fazendo aguçar a desconfiança de que, para eles, a aparência precede a essência, a embalagem o conteúdo.

Para alguns, como eu, a campanha mal iniciou, já terminou. Findou com a desistência da Rosa Maria Lippert, ou simplesmente Rosinha, em concorrer à vereança. Obra do destino ou, talvez, do descuido. Contudo, em que pese a desistência, nossa querida amiga semeou ideias, posicionamentos, reflexões. Fez ressuscitar a crença de que Cachoeirinha pode e deve ser uma cidade mais limpa, justa, fraterna, sustentável, segura, inclusiva, lúdica e, principalmente, feliz. É uma figura rara, daquelas que ao falar, o faz com paixão. Mostra-se convencida e faz convencer de que somente uma educação de qualidade tem o poder de revolucionar esta cidade. Foi-se a campanha, mas as ideias, assim como o grão de mostarda, seguirão firmes, potencialmente transformadoras.

Cachoeirinha precisa de representantes à altura dos homens e mulheres de bem, munícipes que labutam, pagam seus impostos e tributos, em que pese a contraprestação de serviços públicos essenciais muito aquém do desejável. Representantes que não se alinhem a interesses privados e corporativos espúrios, mas que sejam – de fato – espelhos dos interesses e demandas da coletividade, mesmo que em toda sua complexidade. Nosso Município precisa voltar a crer, a ter fé. Esta, mesmo que no tamanho de um grão de mostarda, é capaz de mover montanhas, de subverter estruturas tão velhas quanto perversas, contribuindo na construção da cidade sonhada por pessoas como ela: Rosinha!

                                        


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