O GRÃO DE MOSTARDA
Gilvan
e-mail: profpreto@gmail.com
blog:
profgilvanteixeira.blogspot.com.br
Quem não
conhece a parábola bíblica do grão de mostarda? Entre as sementes talvez a
menor, mas a simbologia... Foi dada a largada oficial para campanha eleitoral,
sim porque a campanha “informal” – escancarada e tecnicamente “proibida” – há
muito que está nas ruas, sob todas as formas: meios eletrônicos, adesivos de
carros, camisetas, “corpo a corpo”, entre tantas outras. Sem falar naqueles que
fazem campanha há anos e, pasmem, diariamente, com práticas típicas da pior
espécie de se fazer política, qual seja, a da troca de favores. Neste município
se troca votos por remédios, lâmpadas, leitos hospitalares, “cargos em
comissão”, “funções gratificadas”, estágios remunerados. Bom, deixemos isso de
lado. Como ia dizendo, foi aberta a temporada de caça... aos votos. Estes, feito
patos, viram alvo. Para conquistá-los, muitos dos candidatos atiram para tudo
que é lado. “Conquistar” talvez não seja o termo mais adequado, pois que a
conquista – ao menos no plano do amor – pressupõe respeito, espera, paciência,
abnegação, altruísmo e mais uma centena de virtudes. O que se vê é uma espécie
de “estupro”, tomada à força, onde os valores acima são substituídos por
práticas invasivas que atentam contra o bom senso e a paciência dos pobres
eleitores. Candidatos mal alfabetizados pousam de doutores, enquanto doutores
trocam suas fatiotas por vestes do povo, mais fazendo lembrar lobos em meio às
ovelhas. Apela-se para religiosidade, sensualidade, títulos honoríficos. Para
Deus e para o Diabo. Para Bíblia e para a numerologia. Tem de tudo. Há os que
adotam nomes de super-heróis, mesmo que de comédia “pastelão”. Candidatos e
candidatas que investem nas roupas e nas plásticas para ficarem mais
apresentáveis, só fazendo aguçar a desconfiança de que, para eles, a aparência
precede a essência, a embalagem o conteúdo.
Para alguns,
como eu, a campanha mal iniciou, já terminou. Findou com a desistência da Rosa
Maria Lippert, ou simplesmente Rosinha, em concorrer à vereança. Obra do destino
ou, talvez, do descuido. Contudo, em que pese a desistência, nossa querida amiga
semeou ideias, posicionamentos, reflexões. Fez ressuscitar a crença de que
Cachoeirinha pode e deve ser uma cidade mais limpa, justa, fraterna,
sustentável, segura, inclusiva, lúdica e, principalmente, feliz. É uma figura
rara, daquelas que ao falar, o faz com paixão. Mostra-se convencida e faz
convencer de que somente uma educação de qualidade tem o poder de revolucionar
esta cidade. Foi-se a campanha, mas as ideias, assim como o grão de mostarda,
seguirão firmes, potencialmente transformadoras.
Cachoeirinha
precisa de representantes à altura dos homens e mulheres de bem, munícipes que
labutam, pagam seus impostos e tributos, em que pese a contraprestação de
serviços públicos essenciais muito aquém do desejável. Representantes que não se
alinhem a interesses privados e corporativos espúrios, mas que sejam – de fato –
espelhos dos interesses e demandas da coletividade, mesmo que em toda sua
complexidade. Nosso Município precisa voltar a crer, a ter fé. Esta, mesmo que
no tamanho de um grão de mostarda, é capaz de mover montanhas, de subverter
estruturas tão velhas quanto perversas, contribuindo na construção da cidade
sonhada por pessoas como ela: Rosinha!
Salve, grande sonhador!!
Fala bonita, que compartilha os mesmos sonhos.
Grande impulsionador deste "projeto", que por hora repousa, como uma semente, que se alimentada com os nutrientes necessários, poderá vir a brotar e se tornar uma experiência significativa.
Tudo tem seu tempo, a hora certa de acontecer. Precisamos estudar e refletir muito, para não virmos a nos tornar parte desta cultura enraizada e solidificada.
Obrigada pelo apoio, pelas reflexões sempre carregadas de conhecimento e pela crença que é possível fazer bem, com ética e dignidade as ações políticas, com clareza do que é público e do que é privado.
Um super, mega abraço!!!
Rosinha.