CARTA
AO PARTIDO, CORRELIGIONÁRIOS E SIMPATIZANTES
Utopia. Talvez seja a palavra que melhor expresse o sentimento que motivou minha opção pela via político-partidária como caminho não apenas para o ingresso na Câmara, mas, sobretudo como meio de reflexão, discussão e proposição de ideias, objetivando a construção de uma Cachoeirinha verdadeiramente mais humana, inclusiva e justa. Como educadora que sou não posso deixar de sonhar, de acreditar na capacidade do ser humano em transformar positiva e afirmativamente o seu meio e espaço sociais, em subverter as estruturas que perpetuam e reforçam a injustiça, a exclusão e o analfabetismo político. É a crença na possibilidade de um Município mais fraterno e solidário, esperançoso e menos violento, comprometido com todos – independentemente de sexo, credo, ideologia, condição social ou etnia –, tal crença é a força propulsora de minhas ações ontem, hoje e as que virão. Nasci “povo”, vivo e convivo como “povo”. Estou umbilicalmente ligada a ele. Portanto, não poderia – e não o fiz! – me furtar à obrigação política (não partidária) de aceitar o convite de muitos amigos em participar do pleito que se avizinha em outubro. Porém, pelo pouco tempo que tinha disponível em relação a uma agenda de trabalho com carga horária de 12h diárias e mais responsabilidades familiares, num ano bem atípico, em que se somam algumas atividades não previstas anteriormente, tal sentimento tem suscitado muitas dúvidas, trazendo por certo inúmeros prejuízos no que tange à mobilização de amigos e simpatizantes em torno da futura candidatura. O que deveria ser prazeroso e contagiante, nos últimos dias tem se transformado em preocupação comigo e, principalmente, com todos aqueles que viam no meu nome uma alternativa viável para uma cidade melhor. Ante o exposto, VENHO ATRAVÉS DESTA, MANIFESTAR MINHA DESISTÊNCIA À CANDIDATURA. Não poderia fazê-lo sem antes agradecer ao PSB, partido que escolhi; ao Prefeito Vicente Pires, pela acolhida; ao Juliano Paz – de forma muito especial – pelo apoio, amizade e pela demonstração de que ainda se faz política com ética e probidade; à minha família por ter aceitado dividir o já escasso tempo que tenho com ela; e, principalmente, a todos os meus amigos e amigas (que não me atrevo a citar nomes sob o risco de cometer injustiças...) que não titubearam em abraçar o nosso Projeto de uma Cachoeirinha fundada em novos paradigmas, de uma cidade para TODOS!
Rosa
Maria Lippert/Rosinha

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