terça-feira, 12 de junho de 2012




Ouvi de uma pessoa que trabalha na educação, que num futuro bem próximo, as bibliotecas serão todas virtuais. E as normas exaradas pelos Conselhos de Educação que exigem na estrutura das escolas um espaço específico para biblioteca e  possuam um acervo literário que contemple todos os níveis, modalidades de ensino e faixa etária dos alunos,  para que sejam credenciadas e autorizadas a funcionar já estarão obsoletas.
Fiquei imaginando como seria uma escola sem biblioteca. Talvez uma praça sem bancos... sem balanços... um jardim sem flores... um circo sem picadeiro...
Não consigo imaginar um mundo sem livros. O cheiro do papel, a viagem pelas páginas, sendo desvendadas uma a uma...
A companhia presente na cama antes de dormir, nas tardes de outono, nos fins de semana... no ônibus, no avião, perto da lareira, na poltrona da sala, na cadeira de balanço, nas filas de espera, na praia...
Os livros fazem parte da minha vida, tanto quanto a escova de dente, o batom, o lápis de olho, o perfume...
Os livros me fazem companhia, preenchem os espaços. Estão em todos os lugares: na bolsa, na mala, no criado mudo, espalhados no quarto, na sala, na mesa de trabalho, nas gavetas. 
Cada vez que chego ao fim da leitura de um livro, me sinto numa rodoviária, ou num aeroporto, sentimento de despedida, de saudade...
Hoje pela manhã, no facebook, li algo postado pela Sônia Zanchetta, uma pessoa que embora não conheça intimamente, respeito e admiro, pela seriedade de sua luta por espaços culturais e sua paixão por livros e leituras.
A publicação de hoje falava de um episódio que aconteceu, na tarde de ontem numa atividade criada por ela e que vem acontecendo todos os domingos à tarde no Parcão de Cachoeirinha, intitulada Piquenique da Leitura. Segundo ela, “um catador de latinhas tem aparecido no Piquenique da Leitura e, pelo jeito, gosta muito de ler.  Hoje, pegou um romance; há duas semanas, o livro O sucesso é ser feliz, do Roberto Shinyashiki, recomendado por outro leitor, que lhe garantiu que aquele livro poderia mudar a sua vida. Quando estávamos deixando o Parcão, ele estava sentado em uma escada, lendo o livro. Então, levantou-se e nos acompanhou até o carro, explicando que nunca saberemos tudo, que sempre teremos o que aprender e que, por isto, gosta de ler. Ganhamos o dia."
Esta postagem rendeu muitos comentários e, oxalá, gere muitas ações, curiosidades e se transforme numa grande rede em prol da construção de uma cultura da leitura, da reflexão e do conhecimento.
Piquenique da Leitura, o nome já nos traz à mente um cenário prazeroso, acolhedor, que parece uma obra literária, um conto, um romance. Uma ideia brilhante, expressando criatividade, bom gosto, e sensibilidade...
Uma IDEIA para ser CURTIDA, COMPARTILHADA, e que nos “CUTUCA”, despertando o desejo de participar.
Parabéns pela iniciativa, pelo desafio de criar leitores e leitoras e principalmente pela sensibilidade em criar espaços que encantam e que geram hábitos, possibilitando a transformação social.
   


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